“É uma peça que dialoga com os anseios da juventude. Tem relação com esse momento em que a gente começa a se descobrir profissionalmente, a buscar uma certa independência Acho que tem que ser agora, enquanto sou jovem”, diz Rafael, em conversa exclusiva com o site GLP4.

A peça, dirigida por Barbara Duvivier, parte de situações simples do dia a dia, mas toca fundo. “O que mais me fascina é que ela conversa com públicos muito diferentes. Toca senhoras de 90 anos e crianças de 10. É sobre aquele humano na porta de uma festa. Só.”
Acostumado a trabalhar em grupo, Rafael reconhece que o monólogo trouxe uma mudança de clima nos bastidores. “Sempre fiz peça com muita gente. O maior estranhamento pra mim é o camarim antes da sessão. Aquela solidãozinha.”
O lançamento do texto pela Cobogó já era um desejo antigo e tem valor afetivo. “Sempre penso alto! Hahahaha. Mas o que mais me emociona é ver o Gustavo sendo lançado como dramaturgo. Ele merece demais.”
Mesmo conhecido pelos vídeos e personagens de humor, Rafael acredita que a peça mostra outra faceta. “Acredito que sim. Mas ao mesmo tempo, carrego esse humor mais neurótico em tudo o que faço. Tá em mim.”
Com trabalhos no teatro, TV, Porta dos Fundos e cinema, ele é direto sobre o que ainda o guia: “A paixão. O teatro é o que eu mais amo. E sempre vai ser.”
Fonte:www.glp4.com